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| Candidato(a): Júlia Oliveira Moraes Coêlho |
Orientador(a): Jamil Pedro De Siqueira Caldas | | Mestrado em Saúde da Criança e do Adolescente |
| | Apresentação de Qualificação |
Data: 23/04/2026, 14:00 hrs. |
Local: Sala da neonatologia |
Banca avaliadora
| Titulares Jamil Pedro De Siqueira Caldas - Presidente Monica Aparecida Pessoto Suzana Ferreira Zimmerman
| Suplentes Daniela Anderson
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CIRURGIA DE REVASCULARIZAÇÃO DO MIOCÁRDIO: COORTE RETROSPECTIVA DE CENTRO ÚNICO
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| Candidato(a): Raynold Santos Monteiro |
Orientador(a): Marcos Mello Moreira | | Mestrado em Ciências da Cirurgia |
| | Apresentação de Defesa |
Data: 23/04/2026, 14:00 hrs. |
Local: Anfiteatro da CPG/FCM |
Banca avaliadora
| Titulares Marcos Mello Moreira - Presidente Universidade Estadual de Campinas- Universidade Estadual de Campinas Alfio Jose Tincani Salomón Soriano Ordinola Rojas- Real e Benemérita Sociedade de Beneficência Portuguesa
| Suplentes Silvio Oscar Noguera Servin - Faculdade de Medicina São Leopoldo Mandic Ana Paula Devite Cardoso Gasparotto - Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas
| Resumo
RESUMO
Introdução: Os fatores preditores de morbimortalidade e complicações pósoperatórias são essenciais na análise dos resultados em Cirurgia de Revascularização do Miocárdio (CRM) devido à alta complexidade do procedimento. Objetivo: Realizar análise retrospectiva dos fatores preditores da morbimortalidade e das complicações pós-operatórias no período de 10 anos de CRM. Método: Estudo retrospectivo em UTI de um único centro hospitalar em pacientes submetidos à CRM no período de 2013 a 2022. Foram analisados características demográficas, comorbidades, tempo de permanência em UTI, mortalidade, intercorrências clínicas, complicações pós-operatórias, tempo de intubação, escores de risco, procedimentos realizados, disfunção de órgãos e sistemas. Resultados: Dos 786 pacientes adultos, 270 (35 ) com idade de 57,8 anos, o tempo médio de permanência na UTI foi de 4,9 dias, o índice médio de massa corporal (IMC) foi 26,5 g/m2 e mortalidade geral foi de 8,0 . Dos pacientes que foram a óbito, o predomínio era de etilistas, hemodialíticos, os que realizaram transfusão de sangue e traqueostomia. Os fatores presentes de maior frequência nos casos de óbito foram os que tiveram maiores falências renais, cardiovasculares e hematológicas. Todos os pacientes apresentaram os escores de risco elevados, porém os escores SAPS 3 e APACHE foram os de maior potencial preditivo de mortalidade. Conclusões: A presença de HAS, DM, etilismo, Hemodiálise, tempo de UTI, escores elevados de APACHE e SAPS 3, todos são fatores preditores de mortalidade no pós-operatório de CRM, independentemente de serem associados ou não com disfunções cardiovasculares ou respiratórias.
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Avaliação do Desenvolvimento Global de Lactentes aos 12 meses.
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| Candidato(a): Juliana Armenio Moreira Ferreira |
Orientador(a): Maria Cecilia Marconi Pinheiro Lima | | Mestrado em Saúde, Interdisciplinaridade e Reabilitação |
| | Apresentação de Defesa |
Data: 24/04/2026, 08:30 hrs. |
Local: Sala Verde, Pós-graduação/FCM |
Banca avaliadora
| Titulares Maria Cecilia Marconi Pinheiro Lima - Presidente Thaís Antonelli Diniz Hein Rita De Cassia Ietto Montilha
| Suplentes Beatriz Servilha Brocchi Paula Maria Martins Duarte
| Resumo
INTRODUÇÃO: O desenvolvimento da criança, principalmente no que se refere à aquisição da linguagem oral, depende da integridade do sistema auditivo, dos órgãos fonoarticulatórios, da maturação do sistema nervoso central, do desenvolvimento cognitivo e das interações sociais. Os primeiros anos de vida são críticos para o desenvolvimento das habilidades auditivas e de linguagem Como garantia para que haja uma intervenção ainda no período crítico de maturação e plasticidade do sistema nervoso central, é importante avaliar e monitorar o desenvolvimento de lactentes que apresentam indicadores de risco para deficiência auditiva (IRDA), prevenindo futuras alterações e possibilitando um prognóstico mais favorável em relação ao desenvolvimento global da criança, pois este grupo apresenta maior risco para atrasos ou distúrbios do desenvolvimento. OBJETIVO: Comparar o desenvolvimento de lactentes aos 12 meses de idade, com e sem IRDA, em relação às funções auditivas, de linguagem, cognitivas, motoras e de motricidade orofacial, por meio do desempenho em testes objetivos e subjetivos. MÉTODOS: Estudo prospectivo, com análise quantitativa e descritiva, de lactentes com 12 meses de idade cronológica ou idade corrigida, que nasceram em um hospital público, ficaram em alojamento conjunto e tiveram as Emissões Otoacústicas presentes, com e sem indicadores de risco para perda auditiva. Foram utilizados os indicadores de risco de acordo com o Comitê multiprofissional em saúde auditiva. Os procedimentos utilizados foram: audiometria de observação comportamental (BOA), Escalas Early Language Milestone Scale (ELM), Avaliação do Desenvolvimento de Linguagem (ADL), Escalas Bayley II de Desenvolvimento Infantil, Protocolo de Observação Comportamental (PROC), Roteiro de Observação da Motricidade Orofacial (ROMO) e do item motor do Instrumento de Vigilância do Desenvolvimento da Caderneta de Saúde da Criança (IVD - CSC). Os dados coletados foram organizados e analisados estatisticamente. O valor de significância estatística adotado nas análises foi igual a 5 (p ≤ 0,05) e, além da significância estatística, os resultados foram interpretados com base no tamanho do efeito. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, sob o parecer nº 6.070.193. RESULTADOS: Participaram do estudo 15 latentes com indicadores de risco para deficiência auditiva,10 do sexo masculino e 5 do feminino, e 10 lactentes sem IRDA, 4 do sexo masculino e 6 do feminino. Os IRDAs mais frequentes foram: histórico familiar e infecções congênitas. Entre os resultados das análises, observou-se significância estatística na comparação entre os grupos, com pior desempenho no grupo com IRDA, para os itens Sino para Baixo Direita Sino para Baixo Esquerda (p = 0,005) na BOA, na linguagem expressiva do ADL (p = 0,041) e na comparação do resultado da Subescala Cognitiva das Escalas Bayley III (p = 0,013). Houve tamanho do efeito relevante entre os grupos para itens da BOA (guizo para baixo direta, chocalho para cima direita e voz), do item motor do IVD - CSC (anda com apoio), do ROMO, da Escala ELM (subescala Auditiva Expressiva) e do ADL (questão 1-a, Linguagem Receptiva). Assim, observou-se que o grupo de lactentes com IRDA apresentou desempenho inferior em provas auditivas, de linguagem e cognitivas, quando comparado ao grupo sem IRDA na maioria das comparações. Faz-se então necessário acompanhar o desenvolvimento desses lactentes, com a implementação de programas de acompanhamento no primeiro ano de vida, a fim de oferecer intervenções precoces e promover o desenvolvimento global.
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| Candidato(a): Ervin Michelstaedter Cotrik |
Orientador(a): Edilson Zancanella | | Mestrado em Ciências Médicas |
| | Apresentação de Qualificação |
Data: 24/04/2026, 09:00 hrs. |
Local: IOU/Unicamp |
Banca avaliadora
| Titulares Vagner Antonio Rodrigues da Silva - Presidente Faculdade de Ciências Médicas / UNICAMP- Faculdade de Ciências Médicas / UNICAMP Tânia Aparecida Marchiori de Oliveira Cardoso- Departamento de Neurologia da FCM/UNICAMP Almiro José Machado Júnior- Faculdade de Ciências Médicas UNICAMP
| Suplentes Alberto Rolim Muro Martinez Raquel Mezzalira - FCM-UNICAMP
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CANNABIS DO CULTIVO AO DISPENSÁRIO: POLÍTICAS DE ACESSO, ESTABILIDADE QUÍMICA E SOLUÇÕES DE ENTREGA
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| Candidato(a): Claudete da Costa Oliveira |
Orientador(a): Priscila Gava Mazzola | | Doutorado em Ciências Médicas |
| | Apresentação de Defesa |
Data: 24/04/2026, 09:00 hrs. |
Local: Auditório da Engenharia Básica/FCF |
Banca avaliadora
| Titulares Priscila Gava Mazzola - Presidente Ellen Tanus Rangel- Instituto de Química - UNB Eder De Carvalho Pincinato Karina Cogo Muller Ademir Evangelista do Vale- Faculdade de Farmácia da Universidade Federal da Bahia
| Suplentes Angelica Ribeiro Soares - Universidade Federal do Rio de Janeiro Suênia de Paiva Lacerda - IMT MINES ALBI Luis Fernando Farah De Tofoli
| Resumo
Esta tese, intitulada Cannabis do cultivo ao dispensário: políticas de acesso, estabilidade química e soluções farmacotécnicas, analisa o uso medicinal da Cannabis sativa L. no Brasil a partir de um enquadramento “do cultivo ao dispensário”, compreendendo a Cannabis como um arranjo sociotécnico que integra regulação, cadeia produtiva, práticas de cuidado, evidência clínica e desenvolvimento farmacêutico. O trabalho articula dois eixos analíticos complementares: um eixo político–assistencial e produtivo, centrado nas dimensões do acesso e na estabilidade/qualidade ao longo da cadeia; e um eixo tecnológico, apresentado como suporte para enfrentar gargalos farmacotécnicos e ampliar opções de formulação. No eixo político–assistencial, discute-se o acesso em suas dimensões regulatória, econômica, terapêutica e institucional, com destaque para a judicialização, a dependência de importação e o papel das associações civis como mediadoras centrais do cuidado e da provisão de preparações à base de Cannabis. Analisa-se também a lacuna de diretrizes e rotinas operacionais para cuidado farmacêutico, especialmente no contexto da saúde mental, evidenciando a necessidade de protocolos, monitoramento e farmacovigilância no uso em condições crônicas. A tese dialoga com a transição regulatória recente e seus efeitos, mostrando que instrumentos normativos específicos para pesquisa/cultivo, associações e mercado regulado representam avanços, mas mantêm desafios de implementação e podem produzir cenários desiguais quando a capacidade instalada para controle de qualidade e rastreabilidade é limitada. Na dimensão produtiva e de estabilidade, a tese discute a cadeia “do cultivo à prateleira”, demonstrando que quimiodiversidade, processamento, extração e armazenamento modulam a composição de canabinoides e terpenoides e impactam diretamente a previsibilidade terapêutica e a segurança. Argumenta-se que estabilidade e qualidade não são apenas requisitos técnicos, mas condições estruturantes para políticas de acesso sustentável, particularmente em contextos de pequena escala produtiva e clima tropical. Como capítulo-ponte, uma revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados em lombalgia e enxaqueca evidencia heterogeneidade de produtos, vias de administração, doses e desfechos, limitando conclusões robustas sobre eficácia e segurança. Esses achados sugerem que a fragilidade da evidência não decorre apenas de escassez de estudos, mas também de baixa padronização de formulações e do desafio metodológico de avaliar fitocomplexos — incluindo extratos full spectrum e broad spectrum — cujos efeitos podem depender da composição química e de sua estabilidade ao longo do tempo. No eixo tecnológico, os organogéis são discutidos como matrizes lipídicas estruturadas, de baixa complexidade, com potencial de veicular extratos lipofílicos e contribuir para modular desempenho e estabilidade. Uma revisão sobre organogéis em entrega oral e um estudo experimental com organogéis estruturados por ceras naturais em óleos vegetais (babaçu, bacaba e cânhamo) demonstram a viabilidade de sistemas estruturados como provas de conceito e discutem desafios de translação, incluindo reprodutibilidade, controle interlote, estabilidade e viabilidade operacional. Por fim, o capítulo extensionista, centrado na saúde da mulher em parceria com associação de pacientes, opera como laboratório vivo de translação do conhecimento ao integrar formação acadêmica, desenvolvimento farmacotécnico em pequena escala e cuidado farmacêutico territorializado, voltado a demandas como dor pélvica, endometriose e sintomas do climatério. Em conjunto, os resultados indicam que ampliar o acesso equitativo à Cannabis medicinal no Brasil exige integração entre regulação, estabilidade/qualidade ao longo da cadeia produtiva, modelos de cuidado multiprofissional e desenvolvimento racional de plataformas farmacêuticas compatíveis com o mundo real brasileiro. A articulação entre evidência científica, práticas extensionistas e inovação farmacêutica de baixa complexidade reforça a necessidade de uma abordagem situada que integre ambiente, tecnologia, política e clínica no percurso que vai do cultivo ao dispensário.
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