A delegação da Universidade de Georgetown, dos Estados Unidos, esteve na tarde de terça-feira (10) visitando a Unicamp e a Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Eles foram recebidos pela professora Laura Sterian Ward, coordenadora do programa Ciências Sem Fronteiras e representante da Vice-Reitoria Executiva de Relações Internacionais (VRERI) e pelo professor Fernando Coelho, representante da Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP) da Unicamp. Em seguida, eles mantiveram reunião com a diretora-associada da FCM, Rosa Inês Costa Pereira, com a coordenadora do Escritório de Relações Internacionais da FCM, Luiza Moretti, com a professora do Departamento de Genética e membro do Escritório de Internacionalização Claudia Morelli e com o professor Paulo Arruda, do Instituto de Biologia. Ambas as reuniões aconteceram na FCM e foram organizadas por Silvia Motta, gerente do Escritório de Relações Internacionais da faculdade.
A delegação da Universidade de Georgetown veio à Campinas chefiada pelo vice-presidente sênior de pesquisa e chefe do escritório de tecnologia, Spiros Dimolitsas. Juntamente com ele vieram o presidente executivo do Centro Médico de Georgetown, Howard Federoff; o cientista-chefe de operações e planejamento do Centro Médico de Georgetown, Salim Shah e a responsável por Desenvolvimentos de Negócios em Biofarma do mesmo centro, Carol Christopher. O objetivo da delegação é identificar parceiros de pesquisa para o projeto “Comprehensive Drug Discovery & Development Initiative” (CDDDI).
O CDDDI utiliza ferramentas de desenho computacional de novos medicamentos baseados na análise de estruturas moleculares para realizar previsões sobre toxicidade e eficácia das novas moléculas nos estágios iniciais das descobertas. O projeto pretende combinar, do lado norte-americano, as capacidades da Universidade de Georgetown em desenvolvimento de moléculas e do Laboratório Nacional de Oak Ridge na área computacional. Essas instituições querem identificar parceiros no Brasil que possam colaborar com a capacidade computacional, instalações laboratoriais, financiamento, translação clínica e colaborações com instituições públicas e o setor privado.
“A ideia é conduzir no Brasil as atividades de pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos. Essa é uma grande janela de oportunidades”, disse Spiros Dimolitsas.
A Universidade de Georgetown tem colaborado e liderado diversas iniciativas com o Brasil, tanto na área educacional quanto em matéria de ciência, tecnologia e inovação. O projeto do CDDDI poderá ser implementado no âmbito da Plataforma Brasil-Estados Unidos de cooperação na área de inovação que está sendo estabelecida entre o Council on Competitiveness, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Para os três primeiros anos do projeto serão investimentos entre 10 a 15 milhões de dólares por ano e recrutados 50 cientistas, conforme proposta apresentada pela Delegação da Universidade de Georgetown. Uma nova rodada de negociações por videoconferência será marcada entre as Universidades para delinear ajustes e identificar parceiros interessados em participar do CDDDI.
Foto: Edimilson Montalti - ARP-FCM/Unicamp